sexta-feira, 26 de junho de 2009

Poema de Gregório de Matos

"A cada canto um grande conselheiro"


Gregório de Matos


"A cada canto um grande conselheiro.

que nos quer governar cabana, e vinha,

não sabem governar sua cozinha,

e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,

que a vida do vizinho, e da vizinha

pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,

para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,

trazidos pelos pés os homens nobres,

posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,

todos, os que não furtam, muito pobres,

e eis aqui a cidade da Bahia."


Nesse poema, ele criticava a Igreja e as pessoas fofoqueiras que habitavam a cidade de Salvador, ele diz que as pessoas gostam de dar opiniao na vida dos outro sem nem saber cuidar da propria vida.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Poesia Concreta

Para comunicar, uso o ideograma (sinal que exprime as ideias e não os sons), rompendo com o verso e a sintaxe tradicional. Não há sujeito, não há predicado. O poema tudo é elaborado com substantivos concretos, abolindo o verso e os sinais de pontuação. O apelo do poema é visual.

Eu achei essa genial, ela mostra a relação da falta de educação e a suas consequecias que vão se expandindo.


Note como a passagem de "Escorrega-se" ate "Abaixo", a palavra rampa cria a forma. E quando se olha a palavra "solidão" ela esta isolada.

Projeto Nurc

Fundação
O Projeto da Norma Lingüística Urbana Culta foi criado, em âmbito nacional, em 1969, com a indicação dos coordenadores para as cinco cidades em que se desenvolveria o projeto, selecionadas de acordo com os seguintes critérios: ter pelo menos um milhão de habitantes e estratificação social suficiente para atender às exigências do projeto. A coordenação do projeto no Recife coube ao professor José Brasileiro Tenório Vilanova, titular de Língua Portuguesa na Universidade Federal de Pernambuco. No Recife, os trabalhos começaram oficialmente em 1971, com a seguinte equipe: Amara Cristina de Barros e Silva Botelho, Adair Pimentel Palácio, Edileuza dos Santos Dourado, Eneida Martins de Oliveira, Glécia Benvindo Cruz, José Ricardo Paes Barreto, Maria Núbia da Câmara Borges e Maria da Piedade Moreira de Sá. O Projeto NURC se insere na linha de pesquisa “Análise Sócio-Pragmática do Discurso, do PPGLetras

Objetivo
O Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta (Projeto NURC) tinha inicialmente o objetivo de documentar e descrever a norma objetiva do português culto falado em cinco capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A partir de 1985, considerando as novas tendências de análise lingüística, ampliou-se o escopo do projeto, no sentido de abraçar outros aspectos, tais como: análise da conversação, análise da narrativa, análise sócio-pragmática do discurso e outros.

Pesquisadores atuais
•Ana Maria de Araújo Lima
•Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
• Maria da Piedade Moreira de Sá
•Miguel José Alves de Oliveira Junior
•Rose Mary do Nascimento Fraga

Fonte:


Fonte: Sitio da Universidade Federal de Pernambuco

Gramática Normativa '

A Gramática Normativa se preocupa em preservar as formas lingüísticas da alta literatura de uma língua, e assim prescreve normas de uso da linguagem que atinjam esse efeito. Em suma, prescreve normas de uso correto da língua com base no estilo literário considerado de tipo culto. ( Eu acho ela um saco mais e necessária para fazer o vestibular)

Gramática Descritiva

A Gramática Descritiva busca a forma da linguagem usada no dia-a-dia, ela investiga os modos de fala, mas não os julga dizendo se esta certo ou errado. Se parar para analisá-la ela se encaixa mais nas necessidades do homem pois ele abrange um espaço muito maior, afinal cada região, da estado, cada cidade, cada grupo social e cada tribo tem o sua maneira “certa de Fala”.

Resumo Citação de "Dias de Sombra, Dias de Luz” de Jurandir Freire

[..]O assassinato de João Hélio por um adolescente que afirmou “não saber o que significa perder um filho assassinado porque nunca teve filho” [...]


[..] Ao ser privado dessa experiência afetivo-moral básica, o jovem criminoso também foi privado de conhecer a distinção entre o justificável e o injustificável. A impiedosa engrenagem da miséria triturou sua capacidade de introjetar o sentido ético do que Levinas chamou de “infinita responsabilidade pelo Outro”![...]

[...]Podemos, é claro, conceder-lhe o benefício da ausência de consciência plena do crime cometido; podemos olhar com clemência a dolorosa história de vida que o fez praticar o que praticou, mas não podemos isentá-lo da autoria do seu ato. Conclusão: é nosso dever ético condenar e procurar mudar, por todos os meios possíveis, regimes socioeconômicos que favoreçam a formação moral de pessoas sem consciência do que seja crueldade.[...]

[...]podemos ficar ao lado dos dois, escolher um lado contra o outro, ou não querer pensar no assunto, pouco importa. O fundamental é que isto é da alçada da justiça válida para todos e não do arbítrio voluntarista ou dos espasmos emocionais de um só.[...]

[...]Naturalmente, o infeliz garoto assassino não é um nazista. Ele é um sobrevivente social a quem foi sonegada a mais elementar possibilidade de valorizar a vida do próximo.O gênio da língua tarda, mas não falta. Como, por exemplo, combater a secular injustiça brasileira, reforçando, ao mesmo tempo, as instituições democráticas, se dependemos, para isso, de parlamentares, que, na maioria, sequer se dão ao trabalho de ocultar do público a baixeza de seus mesquinhos interesses? Como fazer deste país um país tolerante, se os líderes intelectuais, empresariais, políticos etc, comportam-se como fanáticos encastelados em seitas ideológicas, sempre prestes a renunciar ao diálogo e à persuasão e a desqualificar com arrogância ou desdém a opinião do opositor? Como, enfim, restaurar o princípio da boa-fé atribuível, em primeira mão, ao outro, se vemos líderes políticos mentir despudoradamente ou empresários da locomotiva agrícola falando de “liberalismo”, enquanto literalmente escravizam ou deixam morrer por exaustão física seus empregados?[...]

Resumo Critico de "Dias de Sombra, Dias de Luz” de Jurandir Freire

No texto Jurandir Freire coloca um titulo "Dias de Sombra, Dias de Luz”, ele nos leva a pensar que vai fala sobre coisas Boas e Ruins que fazemos— ou nesse caso criamos—, porem, ele começa dizendo que vai começar a falar das “Sombras” expondo alguns fatos contemporâneos que mostra atrocidades feitas por alguns seres humanos, ele adota o exemplo do menino João Hélio, um menino de sete anos que foi arrastado por 7 km preso ao cinto de segurança durante um assalto ao carro dê sua mãe. Assim como todos, ele demonstra indignação com a insensibilidade dos adolescentes assassinos/assaltantes ao dizer coisas do tipo "o que estava sendo arrastado não era uma criança, mas um mero boneco de Judas" ou que não sabiam imaginar a dor de perder um filho pois eles nunca tiveram.
Mas J. Freire faz mais do que apenas incriminar e culpar, ele abre uma discussão sobre o que levou esses jovens por esse caminho sombrio e sem futuro, que esse jovens talvez nunca tiveram a oportunidade de ter uma figura paternal para ensiná-los alguns valores. Ele diz também que nos somos responsáveis por esse ser desumano devido aos diversos tipos de exclusão, principalmente a falta de um ensino de qualidade, fazendo nos refletirmos sobre o que nos temos feito (alem de colocar a culpa nas pessoas mais obvias), em vez de criticar os meios de comunicação e o governo reivindicando que os mais necessitados temos acesso, afinal como diz Renato Russo na musica Índios, “Quem me dera, Ao menos uma vez, Que o mais simples fosse visto, Como o mais importante”

Eduardo V. Farias